Há que um mês que o Daniel tem ficado com a Alexia, enquanto trabalho, e devo dizer que ele parece estar a gostar da tarefa e as coisas estão a correr bem, e não havia nada para correr mal. A Alexia é muito fácil de lidar, só por isso a tarefa já se torna mais fácil.
É um pai dedicado e atento. Sinto que criou uma ligação mais próxima da Alexia e percebe as suas vontades e necessidades. A Alexia derrete-se a olhar para o pai, ele nem precisa de estar a olhar para ela, ela olha para ele e larga um sorriso.
Às vezes, nós mulheres/ mães não gostamos ou temos receio de deixar os bebés a cargo dos pais por acharmos que eles não são capazes, ou que se lhes der uma birra daquelas, só nós é que os vamos conseguir acalmar ou porque achamos que eles não vão fazer as coisas como nós gostaríamos que eles fizessem. È verdade que os homens são mais trapalhões e não ligam tanto aos pormenores como nós, mas eles fazem o melhor que podem e o Daniel têm -se esforçado.
Um dia, chego a casa e a Alexia estava com uma camisola de pijama da Luna vestida, daquelas mais quentinhas, isto, porque ele diz que não encontrou roupa da Alexia, mas que o importante era que ela estivesse quentinha e não tivesse frio. E é verdade, ela não podia era ficar sem roupa e ele desenrascou-se. E ela estava bem, quando cheguei estava toda contente. A partir desse dia está claro que passei a deixar roupa separada para o caso de ele precisar de lhe mudar a roupa.
Hoje a Luna tinha umas análises para ir fazer no Porto, eu estava a trabalhar, ele disponibilizou-se a ir com ela, visto que está por casa este mês. Fomos todos juntos no comboio de manhã. Eu saí primeiro e eles seguiram viagem. Lá foram as meninas "passear" com o pai. A Luna nunca gostou de tirar sangue, chorava sempre que eu dizia que ia ter que tirar sangue, mas hoje portou - se bem, já estava mentalizada que não ia doer e que tinha que ser forte porque já é uma menina crescida.
À volta para casa, o Daniel diz que as pessoas no comboio olhavam para ele com "estranheza", talvez porque não seja comum ver o pai com as filhas sozinho sem a companhia da mãe, ainda para mais com um carrinho de bebé. Talvez porque eles deixem estas tarefas mais para as mães , de ir a consultas, análises porque não têm paciência para estas coisas, mas se for preciso eles também tem essa capacidade e temos mais é que os incentivar para que o façam mais vezes. Assim estão a criar laços com os filhos e estas são coisas que as crianças mais tarde vão recordar.
O Pai também sabe cuidar, amar e acarinhar, o papel deles é tão importante como o nosso, apenas o fazem de formas diferentes.


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